A Última Bolacha

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Quarta-feira, 16.05.12

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Bolacha às 21:26 | link | +
Quarta-feira, 09.05.12

Teorias do Arco da Velha VI (ou Do Trabalho)

 

Não há nenhuma função capaz de descrever a quantidade de trabalho que um estudante tem ao longo de um semestre porque no instante t = ’faltam três semanas para o final das aulas’ aquela merda divide por zero e o aluno crasha.

Bolacha às 22:01 | link | + | (1)
Sábado, 05.05.12

Dúvidas Existenciais #29

 

A grande questão, agora que já se sabe que a galinha veio primeiro que o ovo e que encontrei o champô adequado para o meu cabelo, é o porquê de na casinha-de-banho das senhoras se assistir ao fenómeno da sanita pingada. Digo que na quinta-feira era tal badalhoquice no cubículo onde entrei que tive que vir à porta certificar-me que aquela era de facto a casa-de-banho das senhoras; é que eu compreendo (ou tento) as dificuldades de lidar com uma pila mas, a menos que haja quem tenha o azar de nascer com um aspersor na pachacha, tamanho chabascal é incompreensível – marcamos território, é? Ai, não quero sentar-me na sanita, nem eu!, mas ainda assim consigo manter o minimalismo na decoração da sanita enquanto evito mostrar o meu nível de hidratação através da cor do meu xixi – é que ninguém quer saber.

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Bolacha às 13:01 | link | + | (12)
Sexta-feira, 04.05.12

 

Isto É Muito Bom E Eu Não Sabia #1

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Bolacha às 16:05 | link | + | (4)
Terça-feira, 01.05.12

Mãe, também posso falar do Pingo Doce?

 

Viva o aprovisionamento de papel para limpar o cu!, vai ser ano inteiro a sentir a suavidade da folha dupla, isso e mais coisas que provam que a merda não sai só de um sítio. Mais: a merda não sai de todo, cresce num alguidar oleoso (faz-se uma cruz em cima para crescer mesmo muito, como a minha avó fazia com a massa das filhós) e mostra-se esplendorosa em cenas terceiro-mundistas, ou parvas apenas. Aquilo não foi necessidade, foi usura, que agora fica, para mim, como um novo nome para o acto de gastar quatrocentos euros em papel higiénico (e andar à pancada por causa disso). Kudos!

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Bolacha às 20:44 | link | + | (3)
Segunda-feira, 30.04.12

Do Banal: O Nosso Sonho

 

É uma vivenda mas mais se vê uma caixa triste de tijolo e argamassa, ângulos agressivos, um bege cinzentão que de longe não se entende e de perto é mesmo feio, está enfaixada num pátio com chão de cimento onde um cão se deita para não se levantar mais. Há ferrugem nas grades do muro e o portão não diz, mas range, para fotografia feliz restam os vasos de cerâmica com hortências azuis e cor-de-rosa mais uns fetos verdes com uma mangueira da mesma cor a seus pés. Sonhos destes: vejo-os  aos muitos, perdidos nos campos, absorvidos pelas cidades, alcatrão à porta, olhar inquisidor, quem é que sonhou esta merda?, e não sei se pergunte, na ignorância casas nunca vão deixar de o ser – refere-se como nota que a minha intenção não é a de ofender –, mas por prevenção, vou mudando de sonhos com frequência. Ou então vou evitar espetar-lhes na fachada o azulejo de identificação.

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Bolacha às 12:07 | link | + | (3)
Domingo, 29.04.12

Como eu conheci a música

 

Ficais vós a saber que quando tinha treze anos escorreguei num tapete manhoso do meu quarto (paz à sua alma, que o tapete já cá não está) e senti toda a minha cabeça estremecer com o impacto, mais tonturas e pequenas luzes a piscar. Abri um lanho no queixo e uma cova nos tacos do quarto, marcas que a minha exangue e aterrorizada família viu naquele dia e que entretanto não desapareceram (foi caso para abas de pele cosidas à linha); o que para mim ficou foi a certeza de que era (e sou) uma bailarina medíocre, mas calhou-me bem o feitio e porque não era (nem sou) boa a lidar com responsabilidades, culpei a música da rádio e rabos bamboleantes.

Operou-se a mudança e desconfio da pancada (fazendo sempre muitas vénias ao tapete branco). No Natal desse ano recebi o Sliver: The best of the box dos Nirvana e, algumas semanas depois, de um tio com impecável sentido de oportunidade, um saco de papel com The Smiths, Nick Cave, Smashing Pumpkins, Yann Tiersen, Depeche Mode e Sonic Youth para metamorfose completa (era o Dirty e fez de mim uma Drunken Butterfly). A título de empréstimo no tempo em que ainda se compravam os discos compactos, alguns dos álbuns ainda continuam cá em casa, sete anos depois, mas, em minha defesa, quando tinha treze anos escorreguei num tapete…

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Bolacha às 19:41 | link | +
Sábado, 28.04.12

Da fuq?

 

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Bolacha às 14:10 | link | + | (11)
Quarta-feira, 25.04.12

Uma mensagem

 

Ao individuo que ontem tentou meter conversa comigo num bar do Cais do Sodré: desculpa. Não foste tu, apesar do desbloqueador de conversa ter sido o mais óbvio, tens um cabelo muito bonito, eu sei disso, obrigada – bem, pelo menos agradeci –, fui eu, vénia para o cliché. Ontem tive uma noite comprida; deves  admitir a falha em reconhecer a minha cara de frete (ou, o timing de merda que tiveste), mas fui eu quem não aproveitou a simpatia de que até precisava. Retive o conselho, sim, e vou tratar bem do meu selvagem aglomerado de caracóis, mas ficou por dizer que tinhas uns olhos azuis fantásticos (e eras mais alto que eu). Desculpa lá, a melhor das sortes para ti e um major facepalm para mim.

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Bolacha às 20:44 | link | + | (2)
Domingo, 22.04.12

Sobre os fluxogramas, um ano depois

 

Há um ano estava a dar voltas na cama, sono nem vê-lo, irritação mais que muita: nasceu assim um fluxograma, o primeiro. Agora já não tenho muitos problemas em dormir, só tenho que me certificar que não bebo chá preto nas três horas que antecedem a minha hora de ir para a cama, mas tenho outros problemas, a vida não é fácil para ninguém, amiguinhos, e onze fluxogramas depois (um deles feito com ajuda e outro à pressa por total esquecimento meu), doze com o de hoje, a tarefa complica-se. Aproveitando a minha recente descoberta da relação entre o sucesso de um blogue e a interacção do autor com quem o visita (e porque relembro aqui a minha condição de attention whore), peço-vos que deixem sugestões para fluxogramas futuros ou, se assim o sentirem, que me digam que já nada disto faz sentido. É possível que eu chore um bocadinho, vá comer uma caixa de chocolates, me sinta gorda a seguir e chore ainda mais, mas eventualmente hei-de conseguir lidar com essa realidade. Já sou crescidinha.

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Bolacha às 17:49 | link | + | (3)